segunda-feira, 23 de abril de 2012

AO CAIR DA NOITE.




Ao quantos ventos chamei, ao quantas vozes ouvi, buscando em uma delas ouvi um timbre de voz, mas não um timbre qualquer, queria ouvir aquela que iria acalentar a minha alma e fazer-me entrar em um plano inigualável, no qual não iria querer retornar.
Ao buscar deparei-me com tudo menos o que achava, mas o que eu procurava?
Vivia a espera de algo, contava os segundos, anseiava os dias, sem ao menos saber o porquê de tanta ânsia, o estômago parecia estar com borboletas prontas para sair do casulo.
Cansei.... Cansei de esperar, de ansiar, de exigir, de me esconder, de não viver... E foi a partir desse cansaço que me deparei com algo..... O crepúsculo.... Ao firmar o olhar no horizonte vi ao longe um alguém se aproximar, seria uma fantasia?
Era como um oásis no deserto, meu coração palpitou, fechei os olhos, você se aproximou, senti seu cheiro, de repente parei de sentir minhas pernas, meu corpo flutuava, pois seu cheiro e sua presença veio como uma lembrança, mas era muito mais do que simples lembrança, era você que rompia o silêncio da escuridão e me guiava para o tão desejado plano e fazia deleitar-me no teu aroma e perder-me em meio aos pensamentos.


By: Paulinha Veloso

Nenhum comentário:

Postar um comentário